Ser não era pra ela. Ela não gostava de rotinas, ela não gostava de constantes.
Ela era das variáveis. Inquieta , inconstante, quase impossível.
Mas era ela.
A que não parava, a que batia a cabeça e que, ainda assim, continuava.
Ela admirava e era admirável. Ela era forte, mas nunca aguentava uma pancada.
Ela guardava as lágrimas, que às vezes conseguiam escapar. Isso não a fazia melhor.
Ela acreditava que era dura e seca por dentro. Mas não era.
Sempre se equivocava, sempre acabava magoando as pessoas ao seu redor.
Mas não era por mal.
Ela tentava compreender-se de alguma forma. De qualquer forma. E ela não conseguia.
Ela tentava que alguém a compreendesse, mas ninguém a compreendia inteiramente.
E quando conseguiam alguma coisa, ela mudava por si.
Não, ela não gostava de constantes. Ela era das variáveis.
Ela tinha sempre muito a dizer. Mas nunca colocava pra fora metade do que tinha que falar.
Ela tinha sempre muito a escrever, mas as palavras nunca se encaixavam no papel.
Ela sentia um turbilhão de emoções, e não sentia nada.
Ela estava cheia da sua situação, e vazia de qualquer outra coisa.
Ela era inconstante, confusa, perdida.
Ela não estava feliz.
A "sorte dela" é que não gostava de ser,
apenas ESTAR.
Estar é mais fácil do que ser.
ResponderEliminarSer dá trabalho mas existem pessoas que o são, estar não dá trabalho nenhum e maioria das pessoas estão (...) Ser é lutar, estar é desistir é limitar.
Amo-te melhor amigo (L)